São testemunhos da história do Portugal profundo e irão deixá-lo encantado. Descubra 5 belíssimas aldeias de xisto para visitar na Serra da Lousã
Serra da Lousã é ainda um pequeno tesouro por descobrir para a maioria dos portugueses. Por entre os seus socalcos, montanhas e ribeiros, existem diversas aldeias de xisto que o irão deslumbrar. São pequenos pedaços do Portugal profundo parados no tempo. Descubra e encante-se com estas 5 belíssimas aldeias de xisto para visitar na Serra da Lousã.
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1. Gondramaz
A Aldeia do Xisto de Gondramaz distingue-se pela tonalidade específica do xisto que nos envolve da cabeça aos pés. Até o chão que se pisa é exemplo da melhor arte de trabalhar artesanalmente a pedra.

Situada na vertente ocidental da Serra da Lousã, a paisagem que envolve Gondramaz é uma obra de arte da Natureza. Há nas ruas desta Aldeia uma fina acústica que nos desperta todos os sentidos. Dentro das suas ruas a voz das pessoas torna-se mais nítida e convidativa. São pessoas que partilham a comunhão e a versatilidade de uma nova opção de vida cheia de “garra” e de sonho.

2. Pena
Esta aldeia é o resultado perfeito da construção conjugando o xisto com o quartzito. Um castanheiro secular guarda a entrada da aldeia. As condições topográficas levaram a que a aldeia se desenvolvesse ao longo de um promontório, parecendo que o casario se encontra em desafio às leis do equilíbrio e à força da gravidade.

A aldeia de Pena retira da água cristalina da ribeira todos os proveitos. Ali ao lado, os Penedos de Góis são uma proposta de aventura para os mais ousados.

3. Casal de São Simão
Das mãos de gente da cidade que viu nas Aldeias do Xisto um refúgio de fim-de-semana, nasceu um novo sentir colectivo em Casal de São Simão. A aldeia de uma só rua, agora recuperada com cada casa seguindo a traça e os materiais tradicionais, tem uma fonte, uma capela e uma vereda que conduz à praia fluvial, mas também uma Loja Aldeias do Xisto, um restaurante e uma associação.

Esta renovada forma de vivência comunitária é um novo estilo de vida que valoriza o contraste entre os padrões urbanos e os valores rurais do centro de Portugal. Aqui pode encontrar tudo isto num lugar onde há sempre o que fazer: grutas para fazer espeleologia, a serra para explorar de BTT ou em percursos pedestres, barragens e cursos de água que convidam à canoagem.

4. Cerdeira
É atravessada pela ribeira da Cerdeira que através de uma pequena ponte dá as boas vindas ao visitante. É servida por um único acesso. À entrada há um pequeno parque de merendas e um salão onde no verão se fazem festas com chanfana e concertina. A forte acidentalidade do terreno cria recantos pitorescos em que o privado se sobrepõe ao público e dá a esta aldeia características particulares que a tornam muito inspiradora.

É talvez a aldeia onde mais se sentem os laços com a natureza, sendo favorecida em termos de diversidade de fauna e flora. Da parte superior da aldeia têm-se uma panorâmica magnífica da serra que juntamente com a solidão e o carácter intacto do local permitem momentos de reflexão. Os moinhos e sistemas de rega construídos ao longo da ribeira e o desenvolvimento espontâneo da aldeia são testemunho da apropriação natural da terra pelo homem.

5. Talasnal
Visto de longe, com o Trevim como fundo, o Talasnal é um quadro fantástico. É uma aldeia bem conservada sendo uma das que apresenta maior movimento turístico aos fins de semana. Dois lagares de azeite tradicionais movidos com a força da água, são pontos de interesse. Alguns percursos pedestres passam pelo Talasnal.

A atividade curiosa dos Neveiros era característica da serra da Lousã. Estes homens transportavam para Lisboa, desde o século XVII, gelo feito com a neve armazenada em poços, como os de Santo António das Neves no cume da serra. A neve era conservada até ao verão e envolvida em fenos ou palha para ser transportada em carros e mulas de almocreves. Com a revolução industrial e a adoção da produção artificial do frio, esta atividade foi extinta.